em 11-05-2012 09:26 PM
Este tópico está a ficar interessante. Continuo a achar curioso e interessante para o debate que a maioria considere na categoria da realidade a série Assassins Creed, e percebo porque. Vou elaborar a minha dificuldade em rotular tão facilmente jogos que não sejam ou o GT 5 ou um shooter militar como o Battlefield 3. Os video jogos são um veiculo de comunicação relativamente recente, desde que houve a possibilidade de se integrar narrativas complexas as mesmas advêm de outras linguagens. Exemplifico com literatura, suponhamos que escrevo um conto de alguém normal contextualizado na cidade de Lisboa, tal como a conhecemos, sem existencia de magia, extraterrestres e outrros elementos fora da normalidade, mas as adversidades que a personagem enfratará serão do dominio fantástico, sobrenatural, esse conto a ser publicado seria numa revista ou antologia de contos do fantastico (uso fantastico para diferenciar de fantasia que pode ser confundido com algum dos vários sub géneros. Ex: Épica, Urbana, etc). AC entra precisamente nesta categoria, aliás creio que os livros da série que estão à venda encontram-se na zona de fantástico das livrarias. O Resistance é outro que "bebe" imenso de pulp do inicio do séc. XX. Uncharted é uma aventura que dá para inserir o personagem contra diversas instâncias fantásticas. Dependendo da história, se os antagonistas forem meros humanos e não houver a inclusão de elementos mitológicos ou sobrenaturais poderá essa história em particular ser considerada fora da fantasia. O L. A. Noir já é um exemplo do que conheço do jogo de uma narrativa contextualizada puramente na realidade de época. ( a nao ser que publicassem um DLC com zombies ou vampiros como antagonistas. Sendo esse DLC canónico abrir se ia a janela para o fantástico no universo de L. A. Noir). Post um pouco longo este
Cumps.
12-05-2012 12:37 AM - editado 12-05-2012 12:39 AM
Fico agradecido, Nuno, mas sou dos Açores... É um pouco longe do Seixal!!! Mas obrigado na mesma. ![]()
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Tenho outros videojogos prioritários e a crise não permite adquirir todos, contudo a promoção e entusiasmo que mostraste fazem-me pensar! Ficou a pulga atrás da orelha e, quando puder, hei-de experimentar o Duke Nukem.
Gostei do Majin, nem que seja para sair um pouco da jogabilidade habitual. Foi simples, descontraído e um quebra rotinas doutros videojogos. Não achei um top, mas gostei do "ar fresco". O ser em português também ajudou, na minha opinião.
Vocês acham que a dobragem para português é indiferente, é mau ou é positiva para um videojogo?
em 12-05-2012 01:10 AM
em 12-05-2012 01:35 AM
O L.A. Noire é um videojogo que eu já tinha excluído da minha lista de aquisições por não poder ter todos os que gosto. Tenho de renunciar alguns que queria devido a questões monetárias e falta de tempo, contudo já não é a primeira vez que ouço falar dele no fórum. Estão a avivar-me a memória... ![]()
Conseguiram fazer-me reconsiderar e questionar se tomei a atitude correcta... ![]()
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12-05-2012 03:26 AM - editado 12-05-2012 03:28 AM
Melo, LA Noire arranjas agora por 20€ numa loja online. (Play.com, amazon.uk). Se quiseres a versão completa com os DLCs todos aí já fica mais carote...
Como já disse recomendo vivamente!
Von, o AC apesar de ter aspectos fantasiosos, como o Animus ou aquele encontro imediato do Ezio em Roma, não o considero um jogo do lado fantástico por uma razão mt simples. Não há Orcs ali no meio
! HAHAHA, no fundo é um pouco o que o Melo disse. Tens esses pormenores "fantásticos" sim, mas não tás noutro planeta, não tás com raças estranhas à tua volta, não tens um minotauro atrás de ti, etc ![]()
Entretanto lembrei-me, Infamous acho que é um caso ainda mais gritante da fronteira! E esse já acabei o primeiro, e já tenho aqui o segundo para jogar ![]()
Cmps,
12-05-2012 05:28 AM - editado 12-05-2012 05:36 AM
Já percebi a que se referiam
. Assim é realmente mais fácil de bazilar os géneros. Esta questão quando surge por exemplo no domínio das letras ou da imagem, o fantástico e a fantasia, que são "bichos" diferentes, em regra geral são definidos como a fantasia ser, ou épica, ambiente medieval com guerreiros e heróis ou urbana, ambiente contemporânio ou futurista e personagens individualistas, o fantástico é tudo o que fuja as regras do nosso universo conhecidas pela ciência actual. Aplico a mesma lógica, como disse, ao "rotular" a narrativa de um video jogo. Na óptica deste tópico, diria que estou completamente mais inclinado para os jogos do "real", pois os unicos que tenho de fantasia, são da série Legacy Of Kain, GOW ( pelo exepmlo do carneiro com os minotauros
) talvez a série Castlevania ( talvez porque é inserida no nosso universo e não numa Midle Earth ou algo parecido
e tem trolls e orcs conforme a timeline) e tambem talvez
o Dantes Inferno. Cumps EDIT: Estava aqui a pensar... Tomando o GOW como exemplo, que se passa no passado da nossa realidade, é na vossa opinião fantasia ou fantasia tem que ser num universo que não o nosso? Exemplos de universos que não são o nosso e que aqui se falou: Legacy of Kain: Realm of Nosgoth, Resistance: Realidade alternativa.
em 12-05-2012 01:42 PM
carneiro_hd escreveu:Melo, LA Noire arranjas agora por 20€ numa loja online. (Play.com, amazon.uk). Se quiseres a versão completa com os DLCs todos aí já fica mais carote...
Como já disse recomendo vivamente!
Obrigado pela informação. ![]()
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carneiro_hd escreveu:
Entretanto lembrei-me, Infamous acho que é um caso ainda mais gritante da fronteira! E esse já acabei o primeiro, e já tenho aqui o segundo para jogar
Na minha opinião o Infamous enquadra-se na fantasia.
PS - Não me responderam... "Vocês acham que a dobragem para português é indiferente, é mau ou é positiva para um videojogo?". Elucidem-me, please...
em 12-05-2012 02:19 PM
Von_Noir escreveu:..., o fantástico e a fantasia, que são "bichos" diferentes, ...
Concordo que essas palavras não são sinónimas.Apesar de derivarem da mesma origem, a fantasia faz parte do irreal e o fantástico é algo fora do comum, mas passível de acontecer.
Von_Noir escreveu:Tomando o GOW como exemplo, que se passa no passado da nossa realidade, é na vossa opinião fantasia ou fantasia tem que ser num universo que não o nosso? Exemplos de universos que não são o nosso e que aqui se falou: Legacy of Kain: Realm of Nosgoth, Resistance: Realidade alternativa.
Já mencionei que considero o Resistance fantasioso e porquê.
Não acredito que seja exigível que a fantasia ocorra noutro universo que não o nosso. Considero o God of War como fantasia pois vemos criaturas míticas, incorre em mitologia grega (o videojogo não incorre na vertente da fé, mas sim como existência) e adquire equipamento inverossímil.
Eu aceitaria a vertente de fé como realidade num videojogo. Considero real um videojogo mesmo que alguém acreditasse em Deus. Se me mostrassem a personagem a falar com Deus, já considero fantasia, a não ser que o videojogo me mostrasse e explicasse depois que a personagem está com alucinações. (Só para perceberem a ideia das alucinações, mas não tendo a ver com religião. Ex: As alucinações do Dead Space). Espero que esteja entendível a ideia.
Que acham do Mirror's Edge? Faz lembrar o parkour, o que lhe dá uma uma textura de realidade.
12-05-2012 03:45 PM - editado 12-05-2012 03:47 PM
ccmelo_12345 escreveu:
PS - Não me responderam... "Vocês acham que a dobragem para português é indiferente, é mau ou é positiva para um videojogo?". Elucidem-me, please...
Normalmente, não gosto mt... mas as dobragens tem melhorado.
A minha questão é que para apanhar um jogo dobrado em pt... bem tinha de comprar cá e que torna isso mt mais caro!
Os únicos jogos que comprei em pt, devem ter sido o Resistance e o Uncharted que vinham com a PS3 e o GT5...
Edit: mas o infamous comprei lá fora e aquilo começou em Português... e sim o Infamous é fantasia, e lá está a maioria dos jogos que tenho tendem menos nesse sentido mas ainda vou tendo um ou outro.
Cmps,
em 14-05-2012 11:24 PM
Boas! Para o mercado a dobragem para português é bastante importante. Traz acima de tudo uma próximidade com o consumidor. Pessoalmente não gosto nem faço uso das mesmas, pois prefiro os originais (tanto em jogos como em outros meios), para além das versões dobradas teram pouca seriedade, serem histriónicas e com pouco cuidado pelo menos num caso em particular. No Twisted Metal, Juggernaut é traduzido para Calhamaço, que é um substantivo que se refere a volume de folhas, livros. Juggernaut que traduzido para a nossa lingua seria algo como força imparável perde aqui o seu significado. Não sendo isto o pior, pois é um nome de um veículo no jogo e poderia ser adaptado para quem quisesse a VP (embora de forma pouco relacionada com o sentido do material original), é apenas usado por uma das personagens, pois tanto os menus como o narrador usam Juggernaut e não Calhamaço. Para o consumidor comum isto são coisas passáveis mas para os mais exigentes deixa um ar desleixado. Felizmente dá para alterar o idioma da consola, mas deviamos ter a possibilidade de alterar apenas o audio no jogo. Legendas e menus em português tudo bem e são bem vindos. Mexer com o material audio original, que quem trabalhou nele foi guiado pelo developer já não acho minimamente atractivo de um ponto de vista pessoal. Acho positivo como apoio para um publico mais mainstream, mas sempre sem sacrificar ou remover a possibilidade de escolher o audio original que tanto agrada ao jogador mais core. Cumps